Personagens

Elisa Alicia Lynch

A companheira irlandesa do marechal López.

Elisa Alicia Lynch
Elisa Alicia Lynch por volta de 1864. Retrato de reconstrução.
Vida
1833, Charleville (Irlanda); julho de 1886, Paris ‡
Com López
Desde 1854, sem nunca se casar
Filhos com López
Seis ou sete ‡; o mais velho, Panchito
Restos
Repatriados em 1961; cemitério da Recoleta, Assunção

Conheceu Francisco Solano López em Paris em 1854 e viajou com ele para o Paraguai. Durante a guerra acompanhou o Marechal em campanha até o fim. Em Cerro Corá, em 1º de março de 1870, segurou o corpo de seu filho Panchito e conseguiu dar sepultura a pai e filho. Desterrada, morreu em Paris quase esquecida.

Em 1961 o governo paraguaio repatriou seus restos. Em 2025 o Congresso aprovou conceder-lhe a nacionalidade paraguaia honorária póstuma e trasladar sua urna para o Panteão dos Heróis; em meados de 2026 o traslado continuava pendente, por falta de espaço.

‡ Em disputa.Dia da morte: 25 ou 27 de julho de 1886. Filhos: seis ou sete, um deles morto ainda criança. Enterro de López e Panchito: com as próprias mãos, segundo a tradição; numa cova aberta por sapadores brasileiros, segundo Maestri. Sua figura continua em debate: o revisionismo de O’Leary e o governo de Stroessner reivindicaram sua memória.

Fontes: “Eliza Lynch”, Wikipedia em inglês; University College Dublin, sobre a biografia de Lillis e Fanning (2009); ABC Color, “La tumba de Elisa Alicia Lynch” (2020); Hoy, “El Panteón de los Héroes ya no tiene lugar” (2026); Mário Maestri, Tempos Históricos (2014).

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